Setembro de 1964

Nas páginas centrais, eram descritas com alguma minúcia as "profissões" e as "habilidades" do Homem por quem todos tinham muita consideração e respeito... muito embora abusassem um pouco da sua bondade!
Vale a pena passar os olhos por tudo aquilo que o Francisco Finura sabia fazer naquele auge da sua popularidade em Setúbal e que ficou escrito e "escarrachapado" no Cartão de Visita que aquela "trupe" do Benjamim resolveu escrever por ele...
Aquela do "Operário especializado em trabalhos não especializados." não lembrava ao diabo! Lembrou ao Dr.Amadeu Costa... Mas analisando bem as coisas, era essa mesmo a ideia que tínhamos do Francisco Finura!
Aqui fica a referência! E o cartão!... Para que conste...
Reconhecemos, da esquerda para a direita, a professora de Física DrªAlda de Paiva Gomes, a professora de Desenho, ArqªSílvia Sá Dantas, e os três Amigos, professores de Ciências Naturais, Dr.Queiroz Rebelo, jjmatos e Dr.Maurício, estes acompanhados pelas respectivas "consortes" Maria de Lurdes Macedo e Maria Alzira Silva.
Lembramos com tristeza que faz hoje um ano que faleceu o Dr.António Maurício.
Dotado de um traço simples mas muito pessoal e característico, apresentava as suas "bonecas" em situações muito atrevidas e sempre com ascendência insuperável sobre os "boys" que as assediavam...
Este americano viu as suas "bonecas" circularem nas revistas de humor que se publicavam em Portugal a partir dos anos 50.
O "Can Can", o "Cara Alegre" e o "Mundo Ri" foram publicações portuguesas que surgiram depois daquela data.
No "Mundo Ri" nº 92
Olhem só a cara de parvo que Don Flowers atribuíu a este "namorado"...
.
Luís de Camões
Ode anacreôntica
Em torno de áurea colmeia
Amor adejava um dia;
E, a mãozinha introduzindo.
Húmidos favos colhia.
Abelha mais forte que eu,
Porque de Amor não tem medo,
Eis do guloso menino
Castiga o furto num dedo.
Chupando o tenro dedinho,
Entra Cupido a chorar;
E, ao colo da mãe voando,
Do insecto se vai queixar.
Vénus, carinhosa e bela,
Diz, amimando-o no peito:
“Desculpa o que te fizeram,
Recordando o que tens feito.
O ténue ferrão de abelha
Dói menos que os teus farpões;
O que ela te fez no dedo
Fazes tu nos corações.”